terça-feira, agosto 02, 2005

A parábola do cachorro que geme

Cansei da minha atual situação profissional.
Acredito que a grossa maioria das pessoas que trabalham na mesma empresa que eu não lêem meu blog, então vai ser mais fácil desabafar.

Eu ganho um sub-salário, pra minha categoria. Levando-se em consideração o nível de stress que uma supervisão de setor proporciona, eu realmente ganho UMA MISÉRIA pelo tanto que trabalho. Isso considerando que não tenho fnais de semana desde Janeiro de 2004., só ganho aumento quando ocorre dissídio, e os "prêmios" são um "muito obrigada, continue assim no mês que vêm" e uma esmola disfarçada de comissão (lê-se uns 50 e poucos reais).

Antes eu me contentava com isso, sério. Eu sou preguiçosa, me acomodo com facilidade em qualquer lugar que me dê uma certa estabilidade. Mas não está dando mais, perdi o tesão por essa brincadeira de fingir que é só isso que eu mereço.
Não, eu mereço MUITO mais que isso. Sou capaz o suficiente pra ganhar a dobro, triplo.
Tenho medo de perder essa indignação daqui a alguns dias, porque meu ambiente de trabalho propociona esse tipo de estagnação mental, mas rezo aos deuses que me ajudem a não perder essa sensação.
Então, se você parou por aqui de alguma forma, e me conhece e acha que sabe de algum local onde possa trabalhar, me avise. Não estou procurando somente locais pra trabalhar com arte, procuro apenas um ambiente suportável onde eu ganhe o merecido. Porque eu mereço.

Ah, a parábola:
Um homem estava caminhando por uma ruazinha de interior, quando viu, na porta de uma casa, um cachorro deitado no chão ao lado de um velhinho. O cachorro gemia de dor e o senhor não parecia se importar.
Indignado, o homem foi falar com o velhinho.
-O cachorro deve estar doente, está gemendo de dor. O senhor não vai fazer nada?
-Não. Ele está deitado em cima de um prego, é isso.
- E o senhor deixa ele ficar em cima do prego?
-Ele pode levantar de lá sozinho, não está realmente machucado. Só que a dor do prego ainda não deve ser suficiente pra ele fazer isso.

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