Epitaph
Quando eu era novinha, lá pelos meus 10 anos, eu tinha um mentor artístico. Meu professor, o Iga, aposentou-se trabalhando na Ed. Abril como diretor de arte, e tinha uma bagagem cultural/artística absurda.
Aquele senhor foi um dos grandes culpados de eu ter acreditado que meu futuro estava na
arte.
Ele faleceu há poucos anos atrás, e eu fui saber disso graças a uma homenagem que um jornal fez a ele. Me senti sem chão. Apesar de estar sem contato com ele desde 98, era uma pessoa muito importante, e de repente eu recebo a bomba de que ele se foi.
Não pôde ver como eu estava me saindo, não pôde ver a evolução do meu traço, não pôde me dar broncas, dicas ou elogios justo a g ora em que eu realmente estava prestes a fazer algo digno de nota.
Ele se foi.
O que diria a mim se visse a coisa degradante que o ato de desenhar se tornou para mim?
O que diria quando eu lhe contasse que não tenho mais motivos pra desenhar?
Aquele senhor foi um dos grandes culpados de eu ter acreditado que meu futuro estava na
arte.
Ele faleceu há poucos anos atrás, e eu fui saber disso graças a uma homenagem que um jornal fez a ele. Me senti sem chão. Apesar de estar sem contato com ele desde 98, era uma pessoa muito importante, e de repente eu recebo a bomba de que ele se foi.
Não pôde ver como eu estava me saindo, não pôde ver a evolução do meu traço, não pôde me dar broncas, dicas ou elogios justo a g ora em que eu realmente estava prestes a fazer algo digno de nota.
Ele se foi.
O que diria a mim se visse a coisa degradante que o ato de desenhar se tornou para mim?
O que diria quando eu lhe contasse que não tenho mais motivos pra desenhar?

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