quinta-feira, julho 15, 2004

Epitaph

Quando eu era novinha, lá pelos meus 10 anos, eu tinha um mentor artístico. Meu professor, o Iga, aposentou-se trabalhando na Ed. Abril como diretor de arte, e tinha uma bagagem cultural/artística absurda.
 
Aquele senhor foi um dos grandes culpados de eu ter acreditado que meu futuro estava na
arte.
 
Ele faleceu há poucos anos atrás, e eu fui saber disso graças a uma homenagem que um jornal fez a ele. Me senti sem chão. Apesar de estar sem contato com ele desde 98, era uma pessoa muito importante, e de repente eu recebo a bomba de que ele se foi.
Não pôde ver como eu estava me saindo, não pôde ver a evolução do meu traço, não pôde me dar broncas, dicas ou elogios justo a g ora em que eu realmente estava prestes a fazer algo digno de nota.
 
Ele se foi.
O que diria a mim se visse a coisa degradante que o ato de desenhar se tornou para mim?
O que diria quando eu lhe contasse que não tenho mais motivos pra desenhar?

0 Comentários:

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

<< Página inicial