sexta-feira, julho 02, 2004

Notícias do Front - Observando e aprendendo...

Pois bem...
Nunca gostei muito de crianças. Especialmente porque as chatas são muito mais freqüentes do que as legais, ou porque via muita criança mimada e isso me dava nos nervos.

O que aconteceu no final das contas é que fui trabalhar exatamente com elas. Primeiro, com decoração de festa infantil (tente convencer um pirralho de 2 anos que aquele pokemon em cima da mesa NÃO é dele...)
Hoje, trabalho num shopping beeem movimentado que é cheio delas; tanto das que se vêem como crianças, como dos idiotas de 13 anos que acreditam que têm 23. Não sei dizer o que é pior: o bestinha de 6 se esgoelando na minha frente pra que a mãe dê o brinquedo que ele necessita pra viver, ou o bestinha aborrescente que vem todo metido com os amigos e diz que card game é RPG só pra dar uma de espertão.

De todos esses casos, uma lição eu tirei: a culpa é dos pais.
Bem, 80% dos pais.
Eu acredito em gênio pessoal, em uma tendência que nasce com a pessoa. Essa tendência, aí sim, é influenciada pelos pais para crescer ou pro lado insuportável, ou pro lado sociável.
Nunca dei muito ouvidos a essas teorias de influências paternas, mas elas realmente se mostraram eficientes.
É hilariante ver que por trás daquela criança se esgoelando, têm uma mãe perua histérica ou uma sonsa que faz tudo o que a criança quer; da mesma forma que têm os pais que compram o amor do filho com brinquedos de 200 reais e depois reclamam que eles só querem bens materiais.
E têm o lado bom também: de crianças que são mais educadas do que pessoas com o quádruplo da idade delas, crianças que sempre dizem "por favor" e "obrigado".
Aliás, foi trabalhando com o público que descobri o quanto é gostoso e um alívio quando alguém agradece algum favor, mesmo ínfimo.

Mas essas pessoas andam tão raras lá na minha torre maligna...

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