O Natal passou.
Já postei aqui que acho essa data melancólica, caça-níquel, falsa, triste, cujo significado foi alterado e posteriormente deturpado, etc. Não deixei de acreditar em nada disso; ainda acredito que o poder do Natal é aproveitarmos para nos reunirmos com quem de fato é importante para nós.
Não consegui cumprir meu objetivo em sua totalidade. Não me arrependo do Natal que eu tive, não mesmo, mas em meio à angústia que a data me traz eu tive também saudades. de amigos que estavam longe, de pessoas que eu queria ter tido a oportunidade de ter visto a tempo, e também saudades de mim mesma.
O maior presente que eu poderia ter ganho foi justamente um que eu não tive coragem de pedir ao Universo: ela mesma, a Coragem. Mas não uma Coragem de se jogar no campo de batalha sem armas ou escudos; uma coragem diferente, de olhar para dentro de mim, ver quais as armas que de fato eu possuo, estudar a situação de cabeça fria e negociar a guerra. Saber segurar meu impulso de desistir de tudo e abandonar o campo de batalha e também o impulso de querer resolver tudo com derramamento de sangue.
Talvez eu não precise somente de Coragem, mas também de Equilíbrio. Exercitar o lado libriano que, puxa vida, não parece mas também mora em mim.
Às vezes eu encaro a vida como uma guerra. Talvez devesse encará-la como uma tragicomédia de mau gosto, onde eu tenho alguns papéis a cumprir e eles são exatamente aprender a rir um pouco mais. A não levar tudo tão a sério. A não ser tão extremista.
Mas eu deixo isso para meu post sobre a resolução de Ano Novo, as fatídicas promessas mal cumpridas de praxe. Hoje eu vou também comemorar o aniversário do Caern, que aconteceu há uns quatro dias atrás e que eu nem me dei conta, tamanho o nervosismo que tomou conta de mim.
Então ajoelharei no centro da pequena clareira onde está a pedra que uso de altar, e chamarei todos os espíritos guardiões deste lugar. Convidarei, e não invocarei soberanamente, que a Pantera e o Jaguar venham à minha presença, que a Harpia desça até nós, que o Tigre e a Baleia Branca se manifestem; e tragam junto com eles todos os que já passaram por aqui. Faremos uma grande fogueira com todos os galhos que caíram nestes dias de chuva torrencial, e dançaremos em homenagem à existência deste lugar dentro da minha cabeça onde eu ainda posso me refugiar e me reestabelecer dos males do mundo para, então, voltar à ele. Todos estão convidados. ^-^
Nicneven
Já postei aqui que acho essa data melancólica, caça-níquel, falsa, triste, cujo significado foi alterado e posteriormente deturpado, etc. Não deixei de acreditar em nada disso; ainda acredito que o poder do Natal é aproveitarmos para nos reunirmos com quem de fato é importante para nós.
Não consegui cumprir meu objetivo em sua totalidade. Não me arrependo do Natal que eu tive, não mesmo, mas em meio à angústia que a data me traz eu tive também saudades. de amigos que estavam longe, de pessoas que eu queria ter tido a oportunidade de ter visto a tempo, e também saudades de mim mesma.
O maior presente que eu poderia ter ganho foi justamente um que eu não tive coragem de pedir ao Universo: ela mesma, a Coragem. Mas não uma Coragem de se jogar no campo de batalha sem armas ou escudos; uma coragem diferente, de olhar para dentro de mim, ver quais as armas que de fato eu possuo, estudar a situação de cabeça fria e negociar a guerra. Saber segurar meu impulso de desistir de tudo e abandonar o campo de batalha e também o impulso de querer resolver tudo com derramamento de sangue.
Talvez eu não precise somente de Coragem, mas também de Equilíbrio. Exercitar o lado libriano que, puxa vida, não parece mas também mora em mim.
Às vezes eu encaro a vida como uma guerra. Talvez devesse encará-la como uma tragicomédia de mau gosto, onde eu tenho alguns papéis a cumprir e eles são exatamente aprender a rir um pouco mais. A não levar tudo tão a sério. A não ser tão extremista.
Mas eu deixo isso para meu post sobre a resolução de Ano Novo, as fatídicas promessas mal cumpridas de praxe. Hoje eu vou também comemorar o aniversário do Caern, que aconteceu há uns quatro dias atrás e que eu nem me dei conta, tamanho o nervosismo que tomou conta de mim.
Então ajoelharei no centro da pequena clareira onde está a pedra que uso de altar, e chamarei todos os espíritos guardiões deste lugar. Convidarei, e não invocarei soberanamente, que a Pantera e o Jaguar venham à minha presença, que a Harpia desça até nós, que o Tigre e a Baleia Branca se manifestem; e tragam junto com eles todos os que já passaram por aqui. Faremos uma grande fogueira com todos os galhos que caíram nestes dias de chuva torrencial, e dançaremos em homenagem à existência deste lugar dentro da minha cabeça onde eu ainda posso me refugiar e me reestabelecer dos males do mundo para, então, voltar à ele. Todos estão convidados. ^-^
Nicneven

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