Traduzindo o post anterior:
Eu acho o Natal uma época de uma melancolia absurda, onde o ar pra mim têm cheiro de morte, de final de ciclo. Não que a festança em si seja mórbida (embora, no fundo, seja sim), mas é o problema das comemorações invertidas. Estamos em um período de nascimento, o que foi plantado no final da primavera está começando a germinar, a dar frutos; porém não é isso que nos fazem acreditar.
Há, sim, aquele clima de inverno totalmente fora de hora, todo mundo comemorando o nascimento do moleque judeu, papai Noel, renas, neve, bonecos de neve, roupas de inverno nos cartões, pinheiros decorados, guirlandas de plantas anacrônicas. E, para arrematar, existem as justificativas furadas: "Ah, usamos neve artificial porque lá na Europa e EUA...". "O Papai Noel usa roupa de frio porque ele vêm do Pólo Norte!". "As renas puxam um trenó de andar na neve porque lá na Europa e EUA...". " O pinheiro é um símbolo de esperança apesar do inverno." Que inverno, diabos???? ( e que fique bem claro que eu acho ridículas algumas adaptações "nacionais" onde quem entrega os presentes é o Saci Pererê ou a Cuca, e onde quem nasce numa manjedoura é um indiozinho. Kitsch não!!)
Eu gosto de festas, gosto muito, acho que têm um significado de confraternização muito importante em épocas onde o ser humano está mais ausente da presença de outros do que nunca (e a tendência é piorar), mas não consigo compartilhar com essa pantomima. Participo com o maior prazer quando me convidam para o Natal, mas dentro de mim existe alguma coisa que diz que não é bem assim que deveria ser. Ao menos, não agora.
Mas vamos seguindo. Segurem a bronca, sweethearts, que quando chegar o Reveillon a situação vai ser beeem mais grave...
Nicneven
P.S: Ah, e eu não deixei de sorrir e cantar e falar coisas ridículas sobre assuntos idem. Quem perde humor é velho ranzinza, moleque pré-adolescente que quer se afirmar e adulto bem-sucedido profissionalmente com uma imagem a zelar.
Eu acho o Natal uma época de uma melancolia absurda, onde o ar pra mim têm cheiro de morte, de final de ciclo. Não que a festança em si seja mórbida (embora, no fundo, seja sim), mas é o problema das comemorações invertidas. Estamos em um período de nascimento, o que foi plantado no final da primavera está começando a germinar, a dar frutos; porém não é isso que nos fazem acreditar.
Há, sim, aquele clima de inverno totalmente fora de hora, todo mundo comemorando o nascimento do moleque judeu, papai Noel, renas, neve, bonecos de neve, roupas de inverno nos cartões, pinheiros decorados, guirlandas de plantas anacrônicas. E, para arrematar, existem as justificativas furadas: "Ah, usamos neve artificial porque lá na Europa e EUA...". "O Papai Noel usa roupa de frio porque ele vêm do Pólo Norte!". "As renas puxam um trenó de andar na neve porque lá na Europa e EUA...". " O pinheiro é um símbolo de esperança apesar do inverno." Que inverno, diabos???? ( e que fique bem claro que eu acho ridículas algumas adaptações "nacionais" onde quem entrega os presentes é o Saci Pererê ou a Cuca, e onde quem nasce numa manjedoura é um indiozinho. Kitsch não!!)
Eu gosto de festas, gosto muito, acho que têm um significado de confraternização muito importante em épocas onde o ser humano está mais ausente da presença de outros do que nunca (e a tendência é piorar), mas não consigo compartilhar com essa pantomima. Participo com o maior prazer quando me convidam para o Natal, mas dentro de mim existe alguma coisa que diz que não é bem assim que deveria ser. Ao menos, não agora.
Mas vamos seguindo. Segurem a bronca, sweethearts, que quando chegar o Reveillon a situação vai ser beeem mais grave...
Nicneven
P.S: Ah, e eu não deixei de sorrir e cantar e falar coisas ridículas sobre assuntos idem. Quem perde humor é velho ranzinza, moleque pré-adolescente que quer se afirmar e adulto bem-sucedido profissionalmente com uma imagem a zelar.

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