Pra quem costuma viver no caos, uma organizaçãozinha de vez em quando faz milagres...^-^
Consegui fazer um dos textos para entregar na faculdade. Esse é um texto que me rendeu grandes problemas, e que de certa forma reflete a condição do ensino público, ao menos na minha unidade.
Tudo começa pelo nome da matéria: Análise e Exercício de Técnicas e Materiais Expressivos II. Wow. Impõe respeito, não? Sabe o que isso significa, trocando em miúdos??
Escultura.
Sim, escultura!!! É uma aula de meter a mão na massa, literalmente.Como a Unesp não possui um prédio específico para Artes, especialmente para matérias que precisam de espaço para secagem e produção (porque, afinal, a grande glória do Instituto de Artes de São Paulo é a Música e não Artes Plásticas e Educação Artística, então, pra quê investir neles?), restou-nos um galpão relativamente pequeno alugado pela facul, onde não têm ventilação e muito menos espaço útil pra todos. Um grande amontoado de cavaletes e armários e mesas e prensas de gravura e ácidos que, obviamente, se inalados causam sérios danos à saúde. Eu comentei que não existe ventilação? Pois é né...*rs*
Voltemos à matéria...lendo o nome da mesma, imaginamos que seja conhecer novas técnicas e praticá-las, com a orientação de um professor habilitado em tridimensional (sim, a matéria é tri porque existem outras mais explícitas dizendo que são bidimensionais, mesmo porque AETME II evolui para Expressão Plástica Tridimensional no ano que vêm). Mas, eu não sei dizer porquê, a professora que está dando a matéria pra nós nesse ano é habilitada em Educação e não sabe fazer nem origami. Logo, pra fazer de conta que sabe dar a matéria e não revelar a falência do ensino (que não consegue nem fornecer professores adequados às matérias), ela resolveu entender o título ao pé da letra e quer apenas que descrevemos um material: sensações que ele provoca, efeitos produzidos, etc. Pra isso pediu que escolhêssemos qualquer coisa "expressiva" pra fazer um texto analítico a respeito e um projeto de execução ( só projeto, porque ela não quer que façamos nada de fato porque ela não vai saber coordenar).
Aí, Nicneven aqui, que estava pensando nas almas penadas que perambulam pelos corredores do IA, disse: "Eu falarei sobre o sal". As pessoas olharam esquisito, mas o mal-estar passou logo porque a profª iniciou un discurso filosófico sobre o sal na arte que achei hilariante. Então, tá. Sal. Ela queria que disséssemos quais artistas utilizaram o material escolhido recentemente e quais suas aplicações.
Aí eu me ferrei. Se ela considerar um churrasqueiro um artista, perfeito. Mas não..
Então tive que abstrair, e muito. E eis o problema que estava enfrentando: como colocar o sal na arte??
Aí pensei um bocado, e acabei lembrando da minha idéia inicial...purificação e afastamento de espíritos malignos...eureka. Uma sala forrada de sal até as canelas, com colunas jorrando sal grosso. Claro que nada disso vai ser construído mesmo, então dane-se, vamos ser utópicos! ^-^
Mas pra colocar isso no papel que foi dose. Mas consegui. Mostro o resultado depois.
Antes que alguém diga "Se ela não gosta de lá, por que não sai, então?"
Eu não sabia que o ensino na Unesp estava tão ruim. A propaganda que fazem é totalmente contrária, comparando o IA à ECA ou à Belas Artes. Não ter professor direito é muito triste, muito menos espaço pra estudar. E não dá pra air de lá: eu tentei transferência pra USP e todos sabem que isso é difícil, quase loteria. E não posso ir pra uma faculdade paga por razões financeiras irredutíveis. Então...blé *rs*
Que post enorme....algo suave pra terminar:
Which Archangel are
you? by Xera

Take Which
'fallen one' are you? Quiz by Xera
Nicneven
Consegui fazer um dos textos para entregar na faculdade. Esse é um texto que me rendeu grandes problemas, e que de certa forma reflete a condição do ensino público, ao menos na minha unidade.
Tudo começa pelo nome da matéria: Análise e Exercício de Técnicas e Materiais Expressivos II. Wow. Impõe respeito, não? Sabe o que isso significa, trocando em miúdos??
Escultura.
Sim, escultura!!! É uma aula de meter a mão na massa, literalmente.Como a Unesp não possui um prédio específico para Artes, especialmente para matérias que precisam de espaço para secagem e produção (porque, afinal, a grande glória do Instituto de Artes de São Paulo é a Música e não Artes Plásticas e Educação Artística, então, pra quê investir neles?), restou-nos um galpão relativamente pequeno alugado pela facul, onde não têm ventilação e muito menos espaço útil pra todos. Um grande amontoado de cavaletes e armários e mesas e prensas de gravura e ácidos que, obviamente, se inalados causam sérios danos à saúde. Eu comentei que não existe ventilação? Pois é né...*rs*
Voltemos à matéria...lendo o nome da mesma, imaginamos que seja conhecer novas técnicas e praticá-las, com a orientação de um professor habilitado em tridimensional (sim, a matéria é tri porque existem outras mais explícitas dizendo que são bidimensionais, mesmo porque AETME II evolui para Expressão Plástica Tridimensional no ano que vêm). Mas, eu não sei dizer porquê, a professora que está dando a matéria pra nós nesse ano é habilitada em Educação e não sabe fazer nem origami. Logo, pra fazer de conta que sabe dar a matéria e não revelar a falência do ensino (que não consegue nem fornecer professores adequados às matérias), ela resolveu entender o título ao pé da letra e quer apenas que descrevemos um material: sensações que ele provoca, efeitos produzidos, etc. Pra isso pediu que escolhêssemos qualquer coisa "expressiva" pra fazer um texto analítico a respeito e um projeto de execução ( só projeto, porque ela não quer que façamos nada de fato porque ela não vai saber coordenar).
Aí, Nicneven aqui, que estava pensando nas almas penadas que perambulam pelos corredores do IA, disse: "Eu falarei sobre o sal". As pessoas olharam esquisito, mas o mal-estar passou logo porque a profª iniciou un discurso filosófico sobre o sal na arte que achei hilariante. Então, tá. Sal. Ela queria que disséssemos quais artistas utilizaram o material escolhido recentemente e quais suas aplicações.
Aí eu me ferrei. Se ela considerar um churrasqueiro um artista, perfeito. Mas não..
Então tive que abstrair, e muito. E eis o problema que estava enfrentando: como colocar o sal na arte??
Aí pensei um bocado, e acabei lembrando da minha idéia inicial...purificação e afastamento de espíritos malignos...eureka. Uma sala forrada de sal até as canelas, com colunas jorrando sal grosso. Claro que nada disso vai ser construído mesmo, então dane-se, vamos ser utópicos! ^-^
Mas pra colocar isso no papel que foi dose. Mas consegui. Mostro o resultado depois.
Antes que alguém diga "Se ela não gosta de lá, por que não sai, então?"
Eu não sabia que o ensino na Unesp estava tão ruim. A propaganda que fazem é totalmente contrária, comparando o IA à ECA ou à Belas Artes. Não ter professor direito é muito triste, muito menos espaço pra estudar. E não dá pra air de lá: eu tentei transferência pra USP e todos sabem que isso é difícil, quase loteria. E não posso ir pra uma faculdade paga por razões financeiras irredutíveis. Então...blé *rs*
Que post enorme....algo suave pra terminar:
Which Archangel are
you? by Xera

Take Which
'fallen one' are you? Quiz by Xera
Nicneven

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